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domingo, 7 de janeiro de 2018

ARTIGO

DORMINDO COM O ASSASSINO....

TENTATIVA DE HOMICÍDIO



ARTIGO DE DOMINGO- FALANDO EM DIREITO!

DORMINDO COM O INIMIGO...Art. 121 C/C-HOMICÍDIO TENTADO


Por> Neca Machado

(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 15 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)




          Andando nas ruas, e escutando fatos, observei a preocupação de um cidadão ao saber que “dita figura” era soro positivo e tinha AIDS, e lidava com jovens, ele preocupado falava para outro: “será que ele não contaminou seu parceiro ou outras pessoas sabendo que seu estado é terminal? ”

Como Bacharel em Direito, resolvi nem intervir.
Mas, voltei para casa preocupada e resolvi fazer este artigo.

Talvez, MUITOS nem saibam, mas outros “tantos” são contaminados sem saber.
Mas, ELE (PORTADOR DO VIRUS HIV) cometeu UM DELITO, e em muitos casos UM CRIME.
          No mundo são MILHARES de portadores do vírus, e muitos deles continuam a pratica de contaminar seus parceiros sem comunica-los, MUITOS, contaminados com HIV, SIFILIS, HERPES, HEPATITES, A, B, C....,ocasionando, em muitos casos processos judiciais pelo fato da intenção de contaminar realmente o outro, tornando-se um grave problema mundial. E verificando-se com isso as falhas de difusão das informações sobre a necessidade do USO DE PRESERVATIVOS NAS RELAÇÕES SEXUAIS.

No estado do Amapá, não é diferente.

 A contaminação cresce diariamente, e não há um controle sobre a pratica de tal DELITO, imputando ao agente as penalidades rigorosas da LEI, por ser em muitos casos DOLO EVENTUAL, PORQUE ELE (  ) ACEITOU O risco de provocar tal contaminação e muitas vezes a própria morte de outra pessoa.

É dormir com o assassino, com o inimigo e com o criminoso.




DIREITO
Recentemente o STF expôs em um HC seu entendimento:



O STF acaba de afirmar (HC 98.712-SP) que aquele que, sabendo-se portador do vírus HIV, mantém relações sexuais com outrem, sem o uso de preservativo, comete o delito previsto no artigo 131 do Código Penal, em detrimento de possível tentativa de homicídio.

O entendimento foi exposto por ocasião do julgamento do HC 98.712 de São Paulo. Em primeira instância, o paciente foi denunciado pelo Ministério Público local imputando-lhe a prática do artigo 121c.c. 14, ambos do Código Penal (homicídio tentado), já que o acusado teria mantido relações sexuais com três pessoas diferentes, sabendo ser portador do vírus HIV, sem usar qualquer preservativo, tampouco comunicando as vítimas.

Para o parquet estadual, era possível concluir que houve dolo eventual do acusado, tendo ele aceitado o risco de provocar a morte das vítimas, tendo em vista a gravidade de sua atitude.
O Supremo Tribunal Federal, no entanto, de acordo com o relator do writ, o Ministro Março Aurélio, repudiou as razões ministeriais, fazendo prevalecer o entendimento de que não há que se falar em dolo eventual no caso específico, já que há para a hipótese previsão expressa em tipo penal. Logo, houve sim dolo específico de praticar o crime de perigo de contágio de moléstia grave: Art. 131. Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

De fato, a questão se cinge à perfeita constatação do ânimo do agente, ou seja, da sua intenção ao praticar a conduta que lhe foi imputada. Veja-se que o tipo penal descritivo do crime de perigo de contágio de moléstia grave é explícito ao apontar o objetivo a ser alcançado pelo delinquente, qual seja: transmitir a moléstia grave.
Assim sendo, desde que as vítimas não tenham sido contaminadas com o vírus HIV, estamos com o entendimento do louvável Ministro ao entender que é pouco provável que o paciente buscasse com sua atitude, ainda que de maneira a aceitar o seu resultado (elementar do dolo eventual), matar as vítimas. (LUIZ FLÁVIO GOMES Doutor em Direito penal pela Universidade Complutense de Madri, Mestre em Direito Penal pela USP)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

REMEDIOS PARA CANCER A PREÇO DE CUSTO



MEU ESPOSO FALECEU E ESTOU REPASSANDO O QUE SOBROU A PREÇO DE CUSTO
CONTATO - nmmac@live.com

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

ALICE...

CRONICAS DA NECA MACHADO

AS LAGRIMAS DE “ALICE” EM UM PAIS SEM MARAVILHAS...



(Foto- Neca Machado - ARQUIVO)


(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 15 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)




         Quando vi ALICE pela  primeira vez, sentada no chão ao lado de formigas, debaixo de uma arvore em frente a biblioteca pública de Macapá, voltei e a fitei para ver seus belos olhos, numa mistura de dor, de abandono e de desilusões, pensei em chorar pela cena, mas me contive, tentei dar lhe algum dinheiro, mas ela sequer aceitou, apenas me fitou com um olhar penetrante que NUNCA mais saiu de minha memória, até assistir pela televisão local, sua retirada da marquise de um hospital próximo do Natal de 2017, onde já se passavam alguns anos que a vi pela primeira vez.

ALICE não era parte de um enredo infantil de Lewis Carroll, nem era a bela menina sentada em frente ao Rio Amazonas, mas é parte de um verdadeiroDRAMA desde sua infância.
Para muitos que nem sequer sabiam seu nome, era apenas a MULHER DE OLHOS VERDES da arvore da biblioteca, sentada anos com suas roupas maltrapilhas, nem tinha ido a Toca do Coelho (   ) nem tinha sido personagem de uma estória infantil conhecida mundialmente, mas era personagem de uma verdadeira “LAGOA DE LAGRIMAS” onde sua História cheia de prantos, serviria para uma coleção de livros sobre reflexão humanitária, onde sua DOR se agigantou tanto que transformou sua vida em uma verdadeira Lagoa de Lagrimas.
 Próximo do fim do ano 2017 como um presente de Papai Noel, ALICE sai da marquise de um hospital onde se instalou, para uma nova vida (   )?
Sob olhares de pedestres ela não recusou AJUDA, foi levada para ser tratada, depois de maltratada anos pela vida, por formigas e por muitos insensíveis que a tornaram invisível debaixo da arvore no centro da cidade de Macapá-Amapá, onde ela fez morada.
ALICE, É SEU NOME? (   )
Contam tantas estórias a seu respeito, que nem sei onde acreditar.
Uns dizem que ela foi abandonada,
Outros que foi testemunha da morte da Mãe pelo pai...
Que enlouqueceu com o abandono....
Que tinha dinheiro…etc....

ALICE, é a verdadeira estória de um abandono, onde muitas autoridades que passavam ao seu lado sequer mudaram sua história, clamando ao direito humano um tratamento a ela humanitário, mas, enfim, ela agora terá uma nova vida, será?

Talvez quisesse escutar a bela História infantil de “Alice no País das Maravilhas”
Mas quantas ALICES por aí, que nem sequer sabem da estória infantil, que NUNCA tiveram a oportunidade de escutar o enredo de ALICE, e que nem faz falta em suas vidas, sabem da história da ALICE TUCUJU?

ALICE se agigantou para sua dor, deixou o tempo passar debaixo da arvore sem ver um “tal Coelho branco com seu relógio de bolso...” Talvez tenha caído por acaso em uma toca tão profunda, impossível de ver a saída, e debaixo da arvore em frente da Biblioteca pública de Macapá, percebeu mesmo debilitada “milhares de seres e objetos estranhos ao seu redor, todos os dias...”
Talvez a chave dourada que lhe abrirá as portas para um novo olhar da vida, tenha realmente o efeito de abrir sua vida para um novo ano 2018, com um belojardim cheio de novas esperanças.

Porque durante tantos anos, ALICE só encontrou RATOS.

A vida de ALICE é uma verdadeira corrida sem prêmios.
Sua história longa e muito triste, serve de exemplo, para tantas MARIAS, ALICES......Debaixo de tantas arvores ao redor de milhares de ratos e formigas, sem saúde, sem trabalho e sem esperanças...
E talvez ALICE beba e coma novos sabores, em sua nova vida, aumentando e diminuindo de tamanho a cada novo sofrimento, será?
ALICE é uma menina assustada pela DOR e pelo abandono, com suas crises constantes de transtorno mental, em um mundo que não tem nada deMARAVILHOSO.
ALICE nem sabe recitar poemas,
Mas é um verdadeiro POEMA DE DOR.

Quantas vezes debaixo de sua marquise feito casa, se transformou e viu bebes sendo transformados em porcos? E deve ter sorrido internamente na sua própria insanidade.
Assim ALICE começará (ESPERO) um novo ano de 2018 talvez, em um novo chá (“de loucos”) com tantos novos personagens de uma estória só sua, onde não haverá Reis nem Rainhas, Coelhos, Lagartas, Ratos e Tartarugas...

Mas que ficará em minha memória eterna, a lembrança de seus belos olhos da cor de uma floresta invisível, habitada de esperança.

ALICE, sim! É protagonista de sua própria estória, irracional, mas, cheia de coragem, e que pare o tempo de sofrimento e que possa vir um novo tempo para sua VIDA, CHEIA DE COR E DE ALEGRIA.